ETAPA 2: CONSTRUIR A POLÍTICA

2.1 - Conhecer o estado da arte
Para se estabelecer uma política institucional, é muito vantajoso conhecer a experiência prévia de outras instituições e/ou países. Esta é uma forma eficiente de adquirir conhecimento relevante, antever obstáculos e encontrar inspiração para elaborar uma estratégia própria.
Esquema ilustrativo relacionando ações em tons de azul. Quatro formas cônicas, crescentes em tamanho da esquerda para a direita, indicam processos que estão interligados.

Conhecer as experiências de outras instituições leva a obter inspiração para elaboração da política, a antever obstáculos e, por fim, a traçar estratégias contextualizadas e adaptadas à realidade da instituição.

Ícone de lâmpada representando ideiasO contraste de estratégias já testadas e validadas com as especificidades da sua instituição permite evitar erros desnecessários, reduzir riscos e, sobretudo, poupar tempo e recursos.

2.2 - Redigir um Termo de Referência
A partir das observações trazidas pelas pesquisas e de debates durante as visitas técnicas às unidades, o GT pode apoiar a alta direção da instituição na elaboração de um Termo de Referência. Este documento define os objetivos, escopo, princípios e diretrizes da política em construção. Ele serve como base para os debates pela comunidade da instituição, especialmente no momento da consulta interna.


2.3 - Realizar uma consulta interna
Ap&oacuteApós a redação do Termo de Referência, é importante mobilizar a comunidade institucional para que ela participe efetivamente do processo de construção da política. Esta etapa é fundamental para instituições que desejam construir um processo coletivo, horizontal, dialógico e democrático.

Principais etapas da consulta interna

1 Divulgação

Sensibilizar a comunidade para participar da consulta por meio de campanhas, eventos e materiais informativos.

Ver etapa 1.2 - Fomentar o debate na instituição

2 Realização

Receber as contribuições da comunidade institucional.

3 Processamento

Analisar as contribuições recebidas e indicar o grau de incorporação, justificando se foram aceitas na íntegra, parcialmente ou desconsideradas.

1 Divulgação
É essencial contar com uma estratégia de comunicação robusta para divulgar a consulta interna. Deve-se elaborar um material informativo sobre a consulta pública que explique o seu objetivo, principais etapas, quem pode participar, como participar, onde participar, cronograma e canais de comunicação em caso de dúvida. Na divulgação podem ser utilizados os seguintes formatos, entre outros:

Eventos

  • Evento híbrido de lançamento da consulta pública
  • Debates com outras instâncias e grupos de interesse

Audiovisual

  • Vídeos com depoimentos sobre a importância do tema
  • Mensagem da Presidência

On-line

  • Campanhas de divulgação e notícias em canais oficiais, incluindo intranet
  • E-mails direcionados
  • Cards de divulgação em listas de transmissão de aplicativos de mensagens
  • Campanhas em redes sociais

Impressos

  • Cartazes
  • Folhetos
  • Notícias em veículos institucionais
2 Realização
Refere-se ao período em que a consulta do Termo de Referência se torna efetivamente disponível. Este prazo deve ser definido de acordo com o contexto, cultura e ritmo de cada instituição.
Ícone de lâmpada representando ideiasA usabilidade da plataforma deve facilitar tanto a participação da comunidade institucional quanto a sistematização das contribuições pelo Grupo de Trabalho.
3 Processamento
Nesta etapa, as contribuições em uma consulta pública devem ser organizadas, categorizadas e analisadas de forma sistemática. Critérios como relevância, viabilidade e alinhamento com os objetivos da política em discussão são utilizados para orientar a sua incorporação (ou não) da proposta.


2.4 - Elaborar a minuta da Política
Após a realização da consulta pública, a Presidência/Direção da instituição pode solicitar o apoio do GT na elaboração de uma minuta da política, que será posteriormente avaliada por instâncias deliberativas.
Uma minuta é um esboço estruturado de um documento formal que serve como instrumento de registro das principais ideias a serem revistas, debatidas e negociadas antes da versão final.


 

Na Fiocruz

SetaEstado da arte

A pedido das instâncias decisórias, o GTCA desenvolveu dois estudos:
Capa do Livro Verde
Livro Verde - Ciência aberta e dados abertos: mapeamento e análise de políticas, infraestruturas e estratégias em perspectiva nacional e internacional

Sistematiza a experiência de oito países (Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, Estados Unidos da América, Holanda, Portugal, Reino Unido) e da União Europeia na implantação da abertura de dados para pesquisa.

Livro Verde | Sumário Executivo | Resumen Ejecutivo

Capa do estudo sobre marcos legais
Marcos legais nacionais em face da abertura de dados para pesquisa em saúde: dados pessoais, sensíveis ou sigilosos e propriedade intelectual

Apresenta uma compilação de atos normativos identificados no ordenamento jurídico nacional que tenham coerência com a abertura de dados para pesquisa em saúde.

Marcos legais

Voltar para o guia - tópico 2.1

SetaTermo de Referência

O Termo de Referência Gestão e Abertura de Dados para Pesquisa na Fiocruz continha uma introdução que contextualizou a necessidade de uma “apropriação crítica da Ciência Aberta, com ênfase na abertura de dados”.

Posteriormente, o documento apresentava um conjunto de sete princípios, que atendiam a situações identificadas pelo Grupo de Trabalho, e suas respectivas diretrizes. O conjunto de princípios e diretrizes representou uma “proposta inicial para a abertura de dados para pesquisa na Fiocruz”, a ser avaliada pela sua comunidade.

Na sua conclusão, o Termo indicava a expectativa de que “a apropriação crítica da abertura de dados para pesquisa na Fiocruz promova benefícios tangíveis para a qualidade de vida da população brasileira, fortalecendo a saúde pública como direito e o Sistema Único de Saúde (SUS).”

Voltar para o guia - tópico 2.2

SetaConsulta interna

Etapas

1 Divulgação

A Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), com apoio do Grupo de Trabalho, realizou em julho de 2018 o evento híbrido “Abertura de dados para pesquisa na Fiocruz: perspectivas de um novo paradigma da Ciência” para apresentar o Termo de Referência.

Na ocasião, a comunidade da Fiocruz foi convidada a participar da consulta interna por meio de uma plataforma on-line disponibilizada pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict).

Disseminação para engajamento

  • Divulgação de materiais informativos
  • Fixação de cartazes em áreas de grande circulação nas unidades.
  • Publicação de banners e notícias na Intranet e na página da Ciência Aberta no portal Fiocruz.
  • Veiculação de depoimento de pesquisador na TV interna, presente em restaurantes e halls de elevadores.

Lançamento e materiais de apoio

2 Realização

A plataforma utilizada pela fundação para a realização da consulta pública disponibilizava três possibilidades de contribuição:

Modificação - alteração de trecho
Adição - inclusão de novo trecho
Supressão - retirada de trecho

Atendendo a pedidos da comunidade, o prazo inicial foi ampliado. No final, a consulta pública foi realizada entre 17 de junho e 10 de setembro de 2018 (período de 92 dias).

3 Processamento

A realização da consulta on-line visou garantir que qualquer pessoa vinculada à fundação pudesse propor modificações na proposta inicial. Foram recebidas 286 contribuições individuais e coletivas, oriundas de 15 unidades da Fiocruz.

As sugestões foram analisadas pelo Grupo de Trabalho que indicou o grau de incorporação de cada contribuição, justificando-a no próprio sistema de consulta pública. Uma contribuição poderia ser:

  • Incorporada
  • Incorporada com redação alternativa
  • Incorporada parcialmente
  • Não incorporada

Voltar para o guia - tópico 2.3

SetaElaboração da minuta

A minuta da política foi elaborada com apoio do Grupo de Trabalho que agregou as contribuições encaminhadas pela comunidade Fiocruz consideradas relevantes para o aprimoramento da proposta inicial.

Voltar para o guia - tópico 2.4